Não sei o seu, mas meu outubro foi mais rosa, muito mais do que todos os anteriores.
Sabe, o outubro de 2017 foi doloroso, complicado, o pior de todos. Reluto em falar de dificuldades reais. Gosto de falar de besteiras, problemas pequenos, as birras da filha, uma deficiência de vitamina, ou ainda sobre uma discussão com um aluno. Mas em outubro de 2017 vivia um problema real, daqueles que você não consegue nem falar direito, de tanto medo.
Minha mamis poderosa estava com câncer de mama.
Vivíamos o martírio de descobrir, depois de ter certeza de que não havia espalhado para nenhum outro lugar, depois de ter certeza de que a quimioterapia estava diminuindo o tumor, ainda com medo por ser um tipo raro. Sonhávamos com palavras como: agressivo, invasor, carcinoma, dor, náusea, dor.
Fingíamos que estava tudo bem, inventávamos histórias de pessoas que tinham internado por não comer, fazíamos de conta que tudo era normal. Não podia parecer que estávamos com muita pena. Não podíamos concordar que parecia impossível vencer, porque ela precisava acreditar que tiraria de letra, que era muito, muito forte. E é, extremamente forte, mas sentiu o golpe.
Falo nós porque só eu, minha irmã e meu pai sabemos o que sentíamos.
Mãe, vai passar. Mãe, tem que ser forte, vai passar. Fica bem, qualquer coisa me liga.
Dali até o trabalho eu chorava, gritava, perguntava por quê? Pedia, suplicava, era fraca.
A quimioterapia é horrível. Ficar sem cabelo é o de menos, pior é ficar sem forças para levantar, para comer. É lutar contra algo, sem poder lutar. É esperar e confiar.
Passou, tudo passou.
Ficaram as fotografias para lembrar do quanto devemos dar valor ao que vivemos hoje. Do quanto não tem preço tomar um café com gosto, caminhar no final da tarde, sair aos finais de semana.
Este outubro está sendo muito mais rosa!
Fiz uma apresentação e minha mãe estava lá, lancei um livro e minha mãe estava lá, estou fazendo dieta e ela me controla, inventou coisas novas na sua padaria, foi passear com as irmãs em Porto Alegre, planejamos um passeio em novembro, as férias na praia. Tudo normal, um mar de rosas, um outubro bem rosa.
Por isso, vá ao médico. Pergunte para sua mãe se ela foi ao médico. Não deixe seu outubro ser de outra cor. Porque a vida é muito curta para não ser cor de rosa!
Te amo mãe!
quarta-feira, 24 de outubro de 2018
domingo, 21 de outubro de 2018
Dá licença, fiz 40
Ela fez 40 e
entendeu, o quanto erra errado negar o que estava fazendo.
O que não era nada
de errado, apenas não estava sendo,
aquela pessoa que um
dia se prometeu,
um alguém
interessante, de olhos vivos, sorriso cativante
seu sorriso é
lindo, mas revela o cansaço de ser ela
outros olham, mas
não quem ela quer
alguém se importa,
mas não sabe dizer
foi aí que ela
gritou:
Dá licença né, já
fiz 40
e com isso veio tudo
o que viveu.
tudo o que importa e
o que escolheu.
E aí que entra o
eu,
um poeta disfarçado
em uma casca de olhar
percebendo o
significado que acabara de
encontrar.
Ela achara a licença
poética de errar,
ela agora fizera 40
e já não queria te agradar.
Não quer mais
aquele emprego,
nem o mesmo cabelo,
nem mesmo o mesmo
corpo.
Quer apenas uns
minutos diários de verdade
para ser ela,
enquanto não é tarde
e seus olhos ainda
podem brilhar.
Quer estar casada e
não cansada,
quer ter o direito
de errar com sua licença,
porque agora fez 40
e não tem o que
temer.
Sabe bem e quer
parar
de ser tão
comprometida,
com as convenções
da vida
e ser um pequeno
poema,
sem intenções de
rimar,
apenas com intenções
de tocar
àquele que souber
ler.
Dedicado a uma
querida amiga que ganhou sua licença, de fazer 40.
segunda-feira, 15 de outubro de 2018
Nosso dia!
A professora precisa de você.
Ela precisa explicar e entender.
Precisa de silêncio, concentração.
Depois de opinião, participação.
Interprete, leia três vezes, não peça na primeira.
Dê o mínimo de decência, não copie e cole.
Faça o que tem que fazer.
Brinque, mas não extrapole.
Seja você e não o que os outros dizem.
Entenda a história e não repita os erros.
Saiba localizar-se em qualquer lugar.
Calcule bem, para não ser enganado.
Interprete, para interpretar-se.
Goste de artes e literatura para ser melhor.
Pratique atividade física para viver melhor.
Ensino religioso para amar o outro.
Ciências para respeitar o mundo.
Respeito, para conquistá-lo.
Olhe para sua professora como se fosse o espelho.
Na realidade ela é,
Um pouco ela, um pouco o reflexo.
Um pouco aprende, um pouco ensina.
Muito ama e muito vê.
A professora precisa de você.
Ela precisa explicar e entender.
Precisa de silêncio, concentração.
Depois de opinião, participação.
Interprete, leia três vezes, não peça na primeira.
Dê o mínimo de decência, não copie e cole.
Faça o que tem que fazer.
Brinque, mas não extrapole.
Seja você e não o que os outros dizem.
Entenda a história e não repita os erros.
Saiba localizar-se em qualquer lugar.
Calcule bem, para não ser enganado.
Interprete, para interpretar-se.
Goste de artes e literatura para ser melhor.
Pratique atividade física para viver melhor.
Ensino religioso para amar o outro.
Ciências para respeitar o mundo.
Respeito, para conquistá-lo.
Olhe para sua professora como se fosse o espelho.
Na realidade ela é,
Um pouco ela, um pouco o reflexo.
Um pouco aprende, um pouco ensina.
Muito ama e muito vê.
A professora precisa de você.
domingo, 14 de outubro de 2018
Sobre ser criança
Eu tentei por
bastante tempo parecer mais velha. Queria ser adolescente, adulta,
trabalhar. Lia livros que não eram para a minha idade, falava de
assuntos que não eram para minha idade e aí era chamada de madura.
Muito madura para minha idade. Foi aí que realmente amadureci,
começando a trabalhar muito cedo, aguentando cargas que talvez não
precisasse aguentar, conhecendo ótimas pessoas e outras extremamente
chatas.
Um dia olhei para
mim e vi uma chata, cheia de compromissos e preocupações.
O espelho disse,
coitada! Sabe, cara de coitada mesmo, com olheiras e tudo?
Talvez ele seria
mais duro se pudesse falar sobre o que havia por dentro...
Comecei então a
lembrar da linda criança que já tinha sido um dia. Do quanto
gostava de jogar bola, de rio, de cantar, de escrever, de pular, do
quanto era incansável, inteligente e querida.
Nem foi difícil,
porque me vejo todos os dias, em cada passo da minha filha.
E, por que eu queria
crescer mesmo?
Sim, agora entendi
que é preciso ser criança para amadurecer. Então, amadureci.
Tenho quase 30 anos
e descobri que sou criança e só assim que não me torno tão chata.
Faço birra às
vezes. Reclamo de não poder comer doce o tempo todo. Brigo com algum
coleguinha se necessário. Insisto, insisto, se quero muito alguma
coisa. Danço se tenho vontade e canto também, mesmo que na fila do
supermercado. Faço o que quero, só faço o que não quero por quem
vale muito a pena. Exponho minhas opiniões sem medo de ser feliz,
nem ligando para algumas caras feias. Rezo o Santo Anjo e peço muito
por todos. Com certeza, amo mais outra pessoa do que a mim mesma.
Menos cobranças e
mais criancices.
Beijos criançada!
sexta-feira, 12 de outubro de 2018
quinta-feira, 11 de outubro de 2018
Bem-vindos
Olá pessoal,
Surge o blog da mãe, profe, sora, escritora Laiana, sora Lai, tia Lai e tudo mais! Falaremos aqui de DIVERSOS assuntos, mas, é claro, principalmente de literatura e do projeto Formigas do Bem.
No dia 07 de outubro, lancei o meu primeiro livro, "A menina que caminhava", e com ele também lancei toda minha esperança de um mundo melhor, que proteja a inocência das crianças, pois elas NÃO têm culpa, de qualquer coisa ruim que possa acontecer.
Ao longo dos dias, contarei as histórias, as várias que me fizeram criar este blog.
Surge o blog da mãe, profe, sora, escritora Laiana, sora Lai, tia Lai e tudo mais! Falaremos aqui de DIVERSOS assuntos, mas, é claro, principalmente de literatura e do projeto Formigas do Bem.
No dia 07 de outubro, lancei o meu primeiro livro, "A menina que caminhava", e com ele também lancei toda minha esperança de um mundo melhor, que proteja a inocência das crianças, pois elas NÃO têm culpa, de qualquer coisa ruim que possa acontecer.
Ao longo dos dias, contarei as histórias, as várias que me fizeram criar este blog.
Besos y hasta luego.
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A beleza finita, infinita Certamente é natural um dia não ser mais belo o carro quebra, fica velho o bebê chora, ou não cabe no colo, o...
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