quinta-feira, 21 de março de 2019

A beleza finita, infinita

Certamente é natural um dia não ser mais belo
o carro quebra, fica velho
o bebê chora,
ou não cabe no colo, ou não se cala...
A menina enche-se,
depois cria marcas
e talvez, pareça, por um instante
que se foi... a beleza...
a beleza dos olhos que brilham
do rápido andar
os cabelos que batem
o barulho dos tacos no piso.
Mas olhe bem...
é aí que vem o riso,
o silêncio,
a imposição,
o charme da finitude,
da idiotice que tanto ilude
a beleza intencional,
aí cabem as histórias
o tempo, a trajetória
o nosso marco inicial.
Tchau beleza tola,
te apresento as minhas rugas.
Renasci na certeza,
da minha infinita beleza,
que os anos não vão tirar,
apenas acrescentar.


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